O problema do aborto diz respeito à saúde pública, sobretudo em países dominados pela corrupção e pelo desapego às leis onde vale o "vale tudo". Descriminalizado ou não, o aborto continua sendo praticado aberta e impunemente na vasta rede informal de atendimento médico.
O que deve sair imediatamente do debate eleitoral é esta fingida religiosidade que leva Deus aos palanques, macula as mais íntimas opções espirituais do eleitor e abala gravemente os fundamentos da nossa democracia – teoricamente isonômica, tolerante, aberta, inclusive aos agnósticos, descrentes e ateus.
Leia Mais: Diante do explosivo coquetel composto por altas doses de fanatismo político-eleitoral e fervor religioso, não resta outra alternativa senão marchar rumo ao Estado laico.
MÍDIA & ABORTO
Debate farisaico
Por Alberto Dines em 10/10/2010
Reproduzido do Diário de S.Paulo, 10/10/2010
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